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REVISTA CH 186 :: SETEMBRO DE 2002
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DESTAQUE
A guerra biológica através dos séculos
Ao longo da história, os povos sempre usaram estratégias de ataque biológico para provocar o colapso econômico ou viabilizar a invasão de determinada região. Se antigamente tais artifícios limitavam-se a aplicar veneno de plantas ou secreções purulentas nas pontas de lanças, nas últimas décadas a manipulação genética ampliou esses recursos, gerando armas com imenso poder de destruição. Um ano após os atentados de 11 de setembro,
CH
resgata a história das armas biológicas e defende a necessidade de se estabelecerem acordos internacionais mais eficazes na repressão à produção desses armamentos.
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Há 20 anos em Ciência Hoje:
O poder curativo das plantas
Como explicar que, a despeito da descoberta de eficazes antibióticos e da síntese de novos medicamentos, os homens estejam se voltando para as mais antigas fontes de remédios, ainda que isso nem sempre tenha a chancela da medicina oficial? Com essa questão, o pesquisador Walter Mors, da UFRJ, começava seu artigo sobre 'Plantas medicinais' na terceira edição de Ciência Hoje.
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O leitor pergunta
Como identificar um produto que contenha organismos geneticamente modificados (OGM) e que danos seu consumo pode causar? Na seção de dúvida dos leitores de CH 186, você descobre também: Os ursos hibernam de fato? É verdade que o universo possui em torno de 400 milhões de galáxias? As algas verdes, pardas e vermelhas são classificadas hoje no reino vegetal ou no reino protista?
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Entrevista:
Octavio Ianni - 11 de setembro: um ano depois
Os atentados de 11 de setembro de 2001 assinalam o início do declínio da supremacia norte-americana e o fim de uma época, segundo o sociólogo Octávio Ianni, professor aposentado da USP e da Unicamp. Crítico feroz da globalização, ele tem se destacado, em mais de 40 anos de atuação acadêmica, pelo esforço em compreender a formação histórica do Brasil e, mais recentemente, os meandros de nosso ingresso na modernidade capitalista.
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Mundo de Ciência
É possível obter a fusão termonuclear a partir do fenômeno da sonoluminescência em equipamentos simples e de baixo custo? Um trabalho publicado na revista Nature deve ajudar a desaquecer os acalorados sobre essa questão. A seção traz ainda a descoberta de substâncias químicas produzidas pelo corpo que se assemelham ao princípio ativo da maconha e o desenvolvimento de uma droga contra o câncer capaz de atacar e destruir apenas células doentes, deixando as sadias intactas.
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Seção Especial Petróleo e Gás
A malha dutoviária brasileira permite a circulação de expressivo volume de petróleo, derivados e gás natural em todas as regiões do país, como mostra em setembro a principal reportagem da Seção Especial Petróleo e Gás. A seção apresenta ainda o recém-criado Centro de Tecnologia de Dutos, e aborda o desenvolvimento de um sistema para avaliar a corrosão em gasodutos do Nordeste e de um equipamento para identificar a corrosão de dutos de forma mais eficiente e barata.
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Democracia, evolução e teoria do caos
Os bons resultados apresentados pelas democracias decorrem sobretudo da participação de todos no processo decisório, sem distinção. Quanto mais abrangente e qualificada a intervenção dos indivíduos nas decisões coletivas, mais eficiente a democracia e melhores e mais duradouros os seus efeitos. Nesta edição, um artigo baseado em analogias com a teoria da evolução e a teoria do caos defende que há uma correlação entre democracia e prosperidade.
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Indicadores de qualidade da atividade científica
O uso de indicadores bibliométricos vem sendo progressivamente adotado para a avaliação da qualidade da produção científica e para o estabelecimento de políticas de aquisição de periódicos. No entanto, um artigo da CH deste mês mostra que sua aplicação como critério de identificação da qualidade de uma produção científica precisa levar em consideração não só sua avaliação relativa, mas também as mudanças que esse índice sofre com o tempo.
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Em Dia
O destaque de setembro da seção Em Dia é o Thalassodromeus sethi ('corredor dos mares', em grego), réptil voador que viveu há cerca de 110 milhões de anos no Nordeste brasileiro. A seção aborda ainda a criação de um bioinseticida que ataca a praga do milho sem prejudicar o homem e o ambiente, o desenvolvimento de invólucros especiais que garantem alimentos melhores e mais duráveis e o uso de invertebrados para medir níveis de poluição nos rios, entre outros temas.
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Opinião -
O 11 de setembro, a antropologia e as quimeras
A antropologia tem sido chamada a dar sua 'visão' sobre inúmeros assuntos - entre eles, por exemplo, os atentados ocorridos nos Estados Unidos em 11 de setembro do ano passado. No entanto, o antropólogo Otávio Velho, do Museu Nacional da UFRJ, adverte na seção Opinião de CH 186 que é preciso evitar as armadilhas dessa prática, já que ela precisa manter-se desmistificadora e atenta quanto às ilusões dos discursos produzidos pelos próprios intelectuais.
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Primeira Linha
A seção Primeira Linha apresenta em setembro a jararaca-ilhoa, uma espécie endêmica de serpente venenosa que vive na ilha da Queimada Grande, em São Paulo. A seção apresenta ainda um novo método recém-criado para detectar contaminantes em pós torrados de café e um estudo sobre mecanismos naturais a que a glândula mamária bovina recorre para se defender do ataque de agentes causadores de doenças.
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Ensaio -
Quimerismo e mosaicismo em seres humanos
Em biologia, o termo quimera é empregado para descrever indivíduos formados a partir da fusão de células de pelo menos dois embriões diferentes. Já o mosaicismo é um fenômeno em que, apesar de a pessoa também possuir duas ou mais linhagens celulares, estas são derivadas de modificações em células de um único embrião. Quimerismo e mosaicismo em humanos é o tema da seção Ensaio de CH 185.
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Memória -
A outra função dos anticorpos
A descrição da anafilaxia, em 1902, pelos fisiologistas franceses Paul J. Portier and Charles R. Richet (1850-1935) foi um marco importante na história da imunobiologia. Com a hoje chamada alergia, foi possível atribuir um novo papel para o sistema imunológico. CH aproveita nesta edição o centenário da descrição da anafilaxia para relembrar sua história na seção Memória.
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