Ciencia Hoje
CHC

Início
Conheça o Instituto CH
Revista
Ciência Hoje

Ciência Hoje
das Crianças

Ciência Hoje
na Escola

Ciência em Dia
Assine nossas publicações
Fale conosco!

Quando crescer, vou ser... veterinário!

Conheça as possibilidades de trabalho para quem quer se dedicar aos animais

Você é daqueles que adora animais e fica grudado na televisão para assistir a todos os programas que passam sobre o assunto? Quantos bichos de estimação você já teve? O que sua mãe diria se você resolvesse criar aranhas dentro de casa? Brincadeiras como essa foram o ponto de partida para que Mauro Lantzman se tornasse um veterinário. Ele pegava toda fauna que aparecesse nas paredes para cuidar! Aos poucos, a brincadeira foi se tornando séria e Mauro decidiu ingressar na faculdade de Medicina Veterinária.

O curso não foi mole. Ele precisou aprender sobre o funcionamento do corpo dos animais, sobre as doenças e seus sintomas, sobre os medicamentos e suas aplicações, além de aprender a fazer cirurgias nos bichos. É por isso que o professor Luís Carlos de Sá Rocha, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, diz que, para ser veterinário, gostar de animais não é suficiente: "É preciso estudar bastante. São cinco anos de faculdade e, depois, o profissional ainda tem que continuar estudando para se especializar."

O professor Luís Carlos escolheu estudar o impacto dos poluentes sobre os animais selvagens e as relações entre o sistema imunológico, que defende o organismo contra doenças, e o sistema nervoso dos bichos, que controla as funções relacionadas aos sentidos e aos movimentos. Ele tenta descobrir, por exemplo, por que um animal passa a agir diferente quando é atacado por uma alergia brava.

Já Mauro se especializou em comportamento animal e trabalha em uma clínica, em São Paulo, onde atende principalmente animais domésticos que têm problemas como agredir seus donos ou dificuldade de ficar sozinhos. "É uma área muito interessante", conta ele. "Uma vez, descobrimos que um cachorro raspava com a pata a porta de casa para chamar a vizinha, que lhe fazia companhia enquanto os donos estavam fora."

Além de trabalhar em clínicas e cirurgias de animais de pequeno porte, como cães e gatos, ou de grande porte, como cavalos, o veterinário ainda tem muitas opções. Acompanhar animais selvagens, por exemplo, pode ser emocionante. Mas já pensou levar uma cusparada de um camelo ou ter um elefante pisando no seu pé?

Luís Carlos não só pensou como viveu essas e outras experiências. "Certa vez, estávamos estudando uma onça no meio da selva", conta. "Demos um remédio para que ela dormisse e, assim, pudéssemos fazer alguns exames. De repente, ela acordou e nós tivemos que sair correndo, procurando uma árvore para subir."

Mas, se você estiver procurando um trabalho menos arriscado, não se preocupe. O veterinário pode também trabalhar na criação de animais para consumo, como bois, porcos e aves. Nas fazendas e campos, as tarefas são: estudar a melhor alimentação para os bichos, cuidar para que não sejam contaminados por doenças e supervisionar sua reprodução.

Além disso, é possível trabalhar em indústrias de laticínio, onde o veterinário acompanha desde a extração do leite até a chegada do produto ao consumidor, ou em outras indústrias que produzem alimentos de origem animal, como salsichas e lingüiças. O profissional acompanha a produção e examina a qualidade dos alimentos, impedindo que sejam comercializados produtos contaminados com doenças que podem ser transmitidas aos seres humanos. Ele pode, ainda, ajudar no desenvolvimento de novos produtos.

Viu só quantas possibilidades de trabalho existem para quem quer se dedicar aos animais?!

Ciência Hoje das Crianças 150, setembro 2004
Catarina Chagas,
Ciência Hoje/RJ

pg. 1/1