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REVISTA CH 252 :: SETEMBRO DE 2008
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DESTAQUE
Os 'índios dos índios': a indianidade, a humanidade e os iaminauás
O multiculturalismo tende a ver os índios como populações à parte, com uma visão de mundo própria, que devem conservar sua cultura e seu modo de vida tradicionais para continuar ‘índios’. Mas o que pensar quando algum grupo concebe sua própria tradição de uma forma bem distinta da que os ‘brancos’ consideram a ‘verdadeira’? Para tratar esta questão, o artigo de capa deste mês discute o caso dos iaminauás, do Acre. Eles muitas vezes preferem viver no universo urbano, o que permite refletir sobre a indianidade e as relações entre comunidades nativas e o mundo ‘civilizado’.
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O leitor pergunta
- É fato que os frangos disponíveis no mercado brasileiro têm altas taxas de hormônios?
- Os buracos negros são eternos ou têm fim?
- De que modo os seres vivos (células animais e vegetais primitivas) contribuíram para transformar a atmosfera terrestre?
- Ouvir música em alto volume com fones de ouvido pode ser prejudicial para a saúde?
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Entrevista: Klaus Keil – Pedra de Rosetta solar
Asteróides e meteoros são elementos essenciais para a ciência e fornecem pistas para processos que ocorreram há bilhões de anos, servindo ainda como fonte de informações para programas espaciais atuais. A importância desses objetos para desvendar a história de nosso planeta é o tema da
entrevista da CH 252,
com o astrônomo norte-americano Klaus Keil.
(222 KB)
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A Propósito: Admirável tecnologia nova
No trigésimo aniversário do primeiro bebê de proveta, o crescimento negativo da população de vários países preocupa os cientistas. Mas o que está por trás desse fenômeno? Na coluna A Propósito deste mês, Franklin Rumjanek discute essa questão e mostra como a biotecnologia pode ajudar a restaurar o equilíbrio populacional mundial, evocando um cenário não muito distante do pintado pelo escritor inglês Aldous Huxley em
Admirável mundo novo.
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Mundo de ciência
A descoberta de uma proteína com um papel-chave na sensibilidade das moscas-das-frutas ao campo magnético é o destaque de setembro de Mundo de Ciência. A seção trata de outras novidades da pesquisa internacional, como o estudo que associa o uso de hidratantes ao risco de câncer de pele ou a pesquisa que tornou mais próxima da realidade a criação de um manto da invisibilidade como o de Harry Potter.
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Eletricidade e poluição no ar: como as queimadas afetam as nuvens de tempestade e os relâmpagos
A ciência ainda não tem um modelo definitivo para explicar como uma nuvem de tempestade torna-se eletrificada. Recentemente, estudos mostraram que uma atmosfera poluída, como aquela causada pelas queimadas, pode modificar o modo como a nuvem se torna eletricamente carregada, levando a alterações nas características dos relâmpagos. O Brasil tem participado efetivamente dessas pesquisas, como mostra este artigo da CH 252.
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Estreptomicina: a descoberta que afastou a ameaça da tuberculose
A tuberculose é uma doença infecciosa grave, responsável, ainda hoje, pela morte de cerca de 1,7 milhão de pessoas todos os anos. Essa moléstia é tão antiga quanto a civilização humana, mas a cura para ela só surgiu em meados do século 20, graças ao produto natural estreptomicina. A descoberta desse medicamento que salvou a espécie humana de uma séria ameaça à sua sobrevivência é o tema deste artigo da CH de setembro.
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A viagem que revelou a biodiversidade do Brasil ao mundo
De 1817 a 1820, o naturalista alemão Carl von Martius percorreu 10 mil km no interior do Brasil, realizando um levantamento de plantas jamais superado. As descrições das espécies coletadas foram reunidas na
Flora brasiliensis,
maior obra sobre a flora de um país. Este
artigo destaca a importância desta viagem
– a primeira indicação da diversidade de plantas do Brasil, uma das maiores do mundo.
(4,7 MB)
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Memória: Tempos modernos
Em 1903, o industrial norte-americano Henry Ford abriu as portas da Ford Motor Company, hoje a segunda maior fabricante de carros do mundo. Em 1908, a empresa lançou o Ford T, o carro mais fabricado do mundo durante 45 anos. Para acelerar a produção, ele desenvolveu um revolucionário método – a linha de montagem. A seção Memória deste mês mostra como ele mudou o perfil da indústria e se tornou um símbolo do capitalismo.
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Ensaio
No ano em que se comemora o centenário de morte de Machado de Assis, a seção Ensaio de CH traz um texto que, a partir de um breve capítulo de
Quincas Borba,
mostra como os romances machadianos são inquirições da modernidade. Um segundo artigo na mesma seção comemora os 40 anos de publicação de um estudo importante sobre copépodes marinhos – tidos por muitos como os animais mais abundantes do planeta.
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Primeira Linha
Três artigos integram a seção Primeira Linha de setembro. O primeiro deles mostra como espécies inofensivas de cobras que se alimentam de lesmas estão sendo mortas devido a sua semelhança com jararacas. Fungos que vivem no interior das plantas, contribuindo para seu crescimento e para sua defesa contra pragas e doenças, são o tema do segundo artigo. O terceiro texto, por fim, apresenta um caso raro de mimetismo em duas espécies de tucanos – o primeiro comprovado em aves.
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Sobre Humanos: A democracia e suas idades
A democracia atual é uma decantação de três tradições históricas – a democracia clássica, liberal e socialista.
Em sua coluna deste mês,
Renato Lessa mostra como enxergá-la dessa forma ajuda a trazer respostas aos desafios lançados pela sociedade. Elementos dessas três tradições, defende ele, podem promover a participação popular e a inclusão social.
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Resenha: Para viajantes de pouca ou muita bagagem
A Resenha avalia este mês o livro
Cultura é patrimônio – um guia,
da socióloga Lúcia Lippi Oliveira. A obra se propõe a mapear as questões e desafios que acompanham a construção de um patrimônio cultural no Brasil. O livro percorre caminhos de identidade e alteridade brasileira e acompanha as políticas culturais que ajudaram a construir o Estado nacional, funcionando como um primeiro passo para os que desejam viajar pelo Brasil e refletir a respeito de uma memória coletiva.
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Qual o problema? O sacrifício das amazonas
O desafio proposto por Marco Moriconi em setembro é baseado na lenda das amazonas – as míticas mulheres guerreiras que sacrificavam seus maridos infiéis ao pôr-do-sol. Em uma ilha de amazonas, a rainha revela que pelo menos um dos maridos é infiel. Elas não conversam sobre o assunto, conhecem a fidelidade do marido das outras, mas não a do próprio marido. O que acontecerá depois do anúncio? Descubra a resposta na coluna Qual o problema? deste mês.
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Ciência Hoje.
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