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Paulo Gadelha, vice-presidente da Fiocruz, com o aluno Matheus Alves Villar de SantAnna e o professor Antônio Carlos da Silva Mendes ambos conseguiram o 1o lugar na Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (categoria Ensino Fundamental, modalidade Produção de Textos) | | |
Uma competição olímpica em que não é necessário saber correr, nadar ou dar saltos mortais. Basta ter uma grande idéia e uma vontade danada de divulgá-la. Para concorrer, você precisa ter curiosidade e bastante disposição para pesquisar. O prêmio? Ter seu trabalho reconhecido por cientistas e sua idéia espalhada pelo Brasil, além de conhecer outras experiências tão geniais quanto a sua. Gostou? Então, fique de olho na Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.
Criada para apresentar ao público os projetos sobre saúde e meio ambiente desenvolvidos por alunos de todo o Brasil com a orientação dos seus professores, a olimpíada já está no seu segundo ano. Nesta edição, a competição recebeu 720 trabalhos, enviados por estudantes do Ensino Fundamental e Médio, nas categorias Arte e ciência, Produção de textos e Projetos de ciências.
Depois de uma seleção feita por cientistas em cada região do Brasil, 34 projetos foram selecionados e reconhecidos como os melhores. Como prêmio, alunos e professores ganharam certificados da Fundação Oswaldo Cruz uma das instituições responsáveis pela olimpíada , inscrições no 40 Congresso Nacional de Centros de Ciências, no Rio de Janeiro, e uma visita à Expointerativa uma feira de ciências perfeita para os curiosos.
Reunidos no Rio de Janeiro, os premiados participaram de uma cerimônia. Na ocasião, os seis melhores trabalhos ganharam troféus e o reconhecimento por suas idéias. A olimpíada é uma oportunidade para conhecer trabalhos de qualidade, nas escolas, feitos pelos professores e alunos, conta Nísia Trindade Lima, coordenadora nacional da segunda olimpíada.
Poesias, filmes, CDs, desenhos, maquetes e até peças de teatro participaram da competição. Em um projeto de ciências premiado, por exemplo, os alunos da Escola Itinerante Maria Alice W. Solsa, do município de Lages, em Santa Catarina, fizeram, com a orientação do professor, um trabalho de campo em sua cidade. Percorreram os lugares onde ficam os rios da região e avaliaram as condições ambientais de uma área importante, que contém nascentes. Com isso, além de descobrirem a importância da preservação do meio ambiente, todos ficaram sabendo sobre os cuidados que se deve ter para manter a qualidade da água.
Ficou animado e quer participar da competição? Então, seja um bom atleta da ciência e comece já a se preparar. Acesse o site
http://www.olimpiada.fiocruz.br/ e fique por dentro dos detalhes da próxima olimpíada. Chame seus colegas e professores! Quem sabe não será seu ou de sua escola o próximo trabalho premiado?!
Confira abaixo os vencedores da Olimpíada e os trabalhos desenvolvidos por eles:
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Categoria Arte e ciência |
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Ensino fundamental Acqua Vitale Os alunos da 7ª e 8ª séries montaram uma instalação em que reproduziram pinturas e fotografias de autores famosos, acrescentando a elas desenhos sobre a seca no Nordeste do Brasil. Um convite à reflexão sobre a importância da água e o problema da seca no país, o trabalho utilizou fotografias de Sebastião Salgado e obras de Portinari, entre outros artistas brasileiros. Escola Professor Antônio dos Santos Araraquara/SP Aluno representante: Karen Regina de Andrade Correa Professor orientador: Marta Regina Sene |
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Ensino médio Iaguarapé Os estudantes produziram um curta-metragem com aproximadamente um minuto de duração sobre o descaso dos moradores de Manaus em relação aos igarapés. O objetivo do filme é conscientizar a população sobre a importância desses pequenos riachos que nascem na mata e deságuam nos rios da região. Instituto de Educação do Amazonas Manuas/AM Aluno representante: Gessica de Souza Lima Professor orientador: Odacy de Oliveira Souza |
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Categoria Produção de textos |
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Ensino fundamental Invadir para sobreviver Os alunos criaram uma série de histórias de ficção científica. Os contos falam sobre saúde e meio ambiente, com uma linguagem simples, mas muito divertida. Associação Educacional Arco-Íris Recife/PE Aluno representante: Matheus Alves Villar de SantAnna Professor orientador: Antônio Carlos da Silva Mendes |
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Ensino médio Radioatividade ameaça aniquilar o homem A partir de uma pesquisa em livros sobre a construção da usina nuclear de Angra dos Reis destinada a gerar eletricidade e sobre a história de vida de um dos engenheiros responsáveis pela construção da usina, David Rodrigo Rosa escreveu uma redação sobre os perigos da utilização da energia nuclear para as pessoas e para o meio ambiente. Centro Educacional Poetisa Cecília Meirelles Pitangueiras/SP Professor orientador: Angélica da Costa Boaventura |
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Categoria Projeto de ciências |
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Ensino fundamental Análise das condições sócio-ambientais da comunidade beira-rio do trecho Nazaré da Mata Pernambuco O projeto avalia a relação dos moradores das margens do rio Tracunhaém, no município de Nazaré da Mata, com o meio ambiente. Os alunos analisaram as condições de uso do curso dágua, sua limpeza e sua preservação, além de investigar o modo de vida das pessoas que moram às margens do Tracunhaém. Colégio Municipal Dom Mota Nazaré da Mata/PE Aluno representante: Ana Maria Jerônimo da Silva Professor orientador: Ilvanere Leite
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Ensino médio Cidade que a gente quer: Diário de bordo Os estudantes confeccionaram uma maquete sugerindo o uso da energia solar na iluminação pública. O objetivo do trabalho era apresentar uma solução para o problema local de falta de iluminação nas estradas. EEBP Fundação Bradesco Rio Branco/AC Aluno representante: Uendell do Nascimento Borges Professor orientador: Valdeneide Barbosa Queiroz |
Cathia Abreu
Ciência Hoje das Crianças
29/04/05