A exploração de cavernas brasileiras começou no século 18. O mapeamento foi iniciado pelo dinamarquês Peter Lund e seu assistente Peter Brandt em 1835 usando palmos e passos como unidades de medida. A exploração sistemática das cavernas foi inaugurada com a fundação da Sociedade Excursionista e Espeleológica em 1937. Até os anos 80, quando surgem programas de computador específicos para a mensuração de cavernas, os mapas eram feitos manualmente e o erro de uma única medida comprometia todas as demais. Também data dessa época a padronização de critérios de medição, o que reformulou a lista das maiores cavernas brasileiras.
O ranking e as dimensões das cavernas estão sujeitos a alterações segundo as descobertas de novas expedições. Por isso, o livro recém-lançado já apresenta uma desatualização. A mais extensa caverna do Brasil, a Toca da Boa Vista, foi descoberta em 1987 pelo Grupo Bambuí e cadastrada com 92,1 km de extensão, mas uma expedição em janeiro de 2002 percorreu 97 km. Como Augusto revela, a exploração prevista para janeiro de 2003 deve atingir 100 km.
A exploração de cavernas desse porte leva dias e é dificultada pela obstrução de galerias por sedimentos, o que requer a experiência de espeleólogos. Mas como Augusto ressalta, "o mérito do livro é mostrar ao grande público que é muito simples e acessível participar da descoberta desse imenso patrimônio subterrâneo."