Em geral, as cigarrinhas alastram a praga do amarelinho por meio de vôos curtos, contaminando sobretudo árvores vizinhas. No entanto, constatam-se casos de insetos que efetuam vôos mais longos e levam a doença a plantas mais distantes. Para contemplar esses casos, os pesquisadores recorreram à distribuição de Lévy, um método de distribuição de probabilidades que leva em conta eventos extremos (como os vôos longos) cuja freqüência é importante para a dinâmica de um sistema. Em estudos anteriores, a técnica havia se mostrado eficaz para descrever o padrão de busca de comida por animais como abelhas, albatrozes e abelhas. Ela se mostrou ideal para simular a motilidade dos vetores. "Os resultados do nosso modelo só bateram com os dados empíricos quando passamos a aplicar a distribuição de Lévy", conta o físico Marcelo Martins, da UFV, autor principal do estudo.
Segundo ele, a equipe está aperfeiçoando o modelo para contemplar variáveis desprezadas no estudo original. A eficiência de transmissão é uma delas: o amarelinho só é transmitido em 17 de cada 100 contatos da cigarrinha com a árvore. No modelo dos pesquisadores, considerou-se que bastava que o inseto entrasse em contato com a planta para contaminá-la. O novo modelo deve também contemplar a infecção por insetos de pomares vizinhos (os pesquisadores só haviam estudado a disseminação em pomares isolados).
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