As imagens obtidas pelo satélite da Nasa revelaram também que os anéis coronais podem ser comparados a cordas, ou seja, cada um deles é formado por diversos anéis mais finos trançados em espiral. Além disso, os astrônomos chegaram a um resultado que contraria o modelo anterior de aquecimento dos arcos. O astrônomo Walter Maciel, da Universidade de São Paulo (USP), explica a teoria antiga: "como a região da base do anel se resfria mais que a região do topo, ela deveria ter uma temperatura mais baixa, se o aquecimento fosse uniforme". As novas imagens mostram, no entanto, que não há muita variação na temperatura dos anéis e que, portanto, o aquecimento deve ser maior na base.
Maciel considera interessantes os resultados do estudo. "Inclusive porque ele poderá, em princípio, ser aplicado também a outras estrelas semelhantes ao Sol, para as quais esse tipo de observação é impossível."
Pablo Pires Ferreira
Ciência Hoje/RJ
01/11/00