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NOTÍCIAS :: DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
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Ciência falada
Programas de rádio e
podcasts
ajudam a diminuir distância entre os pesquisadores e a sociedade
A divulgação científica falada tem ganhado fôlego no Brasil. A criação recente de programas de rádio sobre ciência resgatou a missão inicial desse meio no país – levar à população o conhecimento gerado pelos pesquisadores brasileiros. A essas iniciativas, vêm se juntar
podcasts
sobre ciência – arquivos de áudio distribuídos pela internet em que jornalistas e cientistas discutem as novidades da pesquisa.
Em reportagem de janeiro de 2006 sobre
podcasts
de ciência,
a
CH On-line
chamava a atenção para a escassez desses programas em português. Mas o panorama começa a mudar. O próprio Instituto Ciência Hoje lançou seu
podcast
em abril deste ano – o
Estúdio CH.
A ele vem se juntar agora o
Toque da Ciência,
recém-lançado pelo Laboratório de Estudo de Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
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Tela inicial da página do
Toque da Ciência, podcast
diário promovido pela Unesp.
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Comandado por professores de jornalismo e realizado pelos próprios estudantes da universidade, o programa põe no ar
podcasts
diários com depoimentos de diferentes cientistas a respeito de seus temas de pesquisa. Os depoimentos têm no máximo um minuto e meio e podem ser baixados ou ouvidos diretamente da
página do programa,
que possui mecanismo de busca e cadastro.
De acordo com o coordenador do projeto, o professor Juliano Maurício de Carvalho, o material está à disposição das rádios interessadas em divulgar o conhecimento científico. Segundo ele, emissoras de todo país já estão solicitando os
podcasts.
“Em breve lançaremos o
Toque da Ciência
em vídeo, com depoimentos um pouco mais longos. Além disso, queremos promover um bate-papo com os ouvintes e pesquisadores, deixando o programa mais interativo,” conta o professor.
Resgate de iniciativa pioneira
Outra iniciativa que também está na internet e pode ser ouvida no rádio é o projeto
Electron,
um quadro sobre ciência veiculado todas as quintas-feiras pela rádio MEC AM do Rio de Janeiro (freqüência 800 KHz), no programa
Estação Cultura,
às 12h30. A coordenação e apresentação são da jornalista Luisa Massarani, que dirige o Núcleo de Estudos de Divulgação Científica do Museu da Vida, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Massarani trabalha há 20 anos com divulgação científica na imprensa escrita e eletrônica e estreou nas ondas do rádio com esse projeto, que está no ar desde maio. “A característica mais interessante do rádio é o alcance a um público amplo e que nem sempre tem acesso à divulgação científica”, avalia Massarani. O programa pode ser ouvido
on-line
ao vivo na página da
Rádio MEC.
As edições anteriores podem ser ouvidas na página do
Museu da Vida.
O quadro
Electron
foi criado em homenagem a Edgard Roquette-Pinto, o fundador da primeira rádio do Brasil – a
Rádio Sociedade,
precursora da atual Rádio MEC. Com a iniciativa, Massarani resgata a missão original dessa emissora, que tinha entre seus principais objetivos a divulgação dos conhecimentos científicos. A homenagem começa já no nome do programa –
Electron
era também o título da publicação quinzenal que veiculava a programação da Rádio Sociedade nos anos 1920.
A divulgadora afirma que a variedade de ouvintes faz com que
Electron
tenha um perfil informal. Já foram debatidos no programa temas como células-tronco, dinossauros, índios e animais marinhos. E o objetivo é sempre relacioná-los com a cultura brasileira, com música popular e a literatura de cordel. “Procuramos um cientista para falar sobre os temas e intercalamos a fala com músicas e poemas ou sons de animais, dependendo do assunto. Para setembro, já temos gravados os programas sobre o cérebro e sobre o médico e cientista brasileiro Carlos Chagas”, adianta a jornalista.
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Capa da publicação
Ciência e criança: a divulgação científica para o público infanto-juvenil,
disponível para
download
gratuito.
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Rádio e divulgação para crianças
Luisa Massarani está também coordenando um projeto que conta com a participação de crianças com 9 a 10 anos de duas escolas, uma pública e outra particular. “Queremos que as crianças criem um próprio programa, sendo estimuladas para a criação científica e radiofônica,” explica a jornalista. “Hoje, graças aos programas simples de
software
livre, todos podem ter acesso a esse tipo de produção e montar um programa na própria casa”, completa.
O interesse em divulgação científica para crianças fez com que, em setembro do ano passado, Massarani coordenasse o evento “Ciência & Criança”, na 4º Semana de Ciência e Tecnologia da Fiocruz. Após promover palestras, seminários e diversas atividades e brincadeiras para o público mirim, a jornalista organizou a publicação
Ciência e criança: a divulgação científica para o público infanto-juvenil.
Além de ser um balanço do evento, o livro reúne artigos de diversos especialistas brasileiros e estrangeiros a respeito da divulgação científica para as crianças. A publicação pode ser consultada e baixada em formato PDF a partir do endereço a seguir:
http://www.museudavida.fiocruz.br/publique/media/ciencia_e_crianca.pdf
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Juliana Marques
Ciência Hoje On-line
16/09/2008
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