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GALERIA :: ASTRONOMIA
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O brilho da morte
Raios ultravioleta que antecedem explosão de estrela massiva são captados pela primeira vez
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Antes de explodirem e originarem uma supernova, as estrelas massivas emitem um
flash
de luz ultravioleta, agora registrado pela primeira vez (imagem: Nasa/HST/Cosmos).
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Uma equipe internacional de pesquisadores dá mais um passo rumo à compreensão dos primeiros instantes de uma supernova, evento cósmico que surge com a explosão de uma estrela massiva e dá origem a novos corpos celestes. Eles conseguiram registrar, pela primeira vez, a radiação ultravioleta emitida pela estrela momentos antes da explosão que leva à sua morte.
As explosões de estrelas massivas (que apresentam massa superior a oito vezes a massa do Sol) ocorrem quando se esgota o suprimento de seu núcleo, que entra em colapso e libera uma poderosa onda de choque. Essa onda atinge a superfície estelar e ejeta a maior parte da matéria da estrela para o espaço, dando origem a buracos negros ou a corpos celestes conhecidos como pulsar.
O colapso do núcleo de uma supernova é mais luminoso no momento da onda de choque. Por isso, em geral, esse fenômeno é descoberto somente alguns dias depois da explosão, próximo ao seu pico de luz. Observações de sinais luminosos anteriores a esse pico são raras.
Esse momento primitivo foi capturado pela equipe liderada pelo astrofísico Kevin Schawinski, do Departamento de Física da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Com a ajuda do telescópio GALEX, os pesquisadores conseguiram observar a radiação ultravioleta emitida antes da onda de choque que culminou com a explosão da supernova SNLS-04D2dc.
Segundo os cientistas, modelos teóricos feitos a partir da curva da luz ultravioleta captada mostram que a estrela que originou a supernova era uma supergigante vermelha.
Os resultados, publicados na revista
Science
desta semana, podem ajudar os astrônomos a compreender melhor a estrutura interna e o momento da explosão de estrelas massivas. As novas observações se somam aos
registros de outra equipe
internacional, que, em maio deste ano, conseguiu captar a explosão de raios-X que ocorre minutos depois do colapso do núcleo de uma estrela massiva.
Igor Waltz
Ciência Hoje On-line
12/06/2008
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