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Descobertas na maior floresta tropical do mundo
Estudantes paraenses estão convidados a investigar a Amazônia e concorrer a prêmios
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A proposta do concurso é que os estudantes investiguem as diferentes formas de vida que existem na Amazônia, seguindo o exemplo dos antigos naturalistas.
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Atenção, estudantes paraenses: está aberto um concurso voltado para quem quer fazer descobertas sobre a Floresta Amazônica. Trata-se do prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas.
Realizada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pela Conservação Internacional do Brasil, essa premiação – voltada para alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas do estado do Pará – está com inscrições abertas até o dia 19 de setembro de 2008.
Para participar – e concorrer a prêmios em dinheiro de até três mil reais, além de outras recompensas –, é preciso ter, no máximo, 18 anos e preparar um trabalho científico relacionado ao tema ‘biodiversidade amazônica’. A partir das orientações dadas por um professor da sua escola, a proposta é que você investigue as diferentes formas de vida que existem na Amazônia, seguindo o exemplo dos antigos naturalistas. Eles foram estudiosos que, entre o século 17 e o início do século 20, empenharam-se em documentar e classificar as diferentes formas de vida encontradas na natureza.
No total, seis estudantes – três do Ensino Fundamental e três do Ensino Médio – serão premiados. Então, o que você está esperando? Leia o
regulamento
e faça logo a sua inscrição.
Um famoso biólogo paraense
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Ainda criança, José Márcio Ayres decidiu que queria estudar os macacos da Floresta Amazônica. Já adulto, ele descobriu uma nova espécie: a
Cacajao calvus calvus,
mais conhecida como uacari-branco.
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O prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas é uma homenagem a um dos mais importantes biólogos que a Amazônia já viu. José Márcio Ayres tinha apenas seis anos quando descobriu que queria estudar os macacos que viviam na Floresta Amazônica.
Foi o início de uma carreira de sucesso, que rendeu até a descoberta de uma espécie de primata: o
Cacajao calvus calvus,
mais conhecido como uacari-branco, que tem o rosto todo vermelho.
Além disso, o pesquisador criou, em 1990, a reserva de Mamirauá, para preservar uma enorme área de floresta no estado do Amazonas.
Nascido em Belém em 1954, José Márcio Ayres faleceu em Nova York, nos Estados Unidos, em 2003.
Juliana Marques
Ciência Hoje das Crianças
13/06/2008
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