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DA REVISTA CH
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
  REVISTA CH 224 - MARÇO DE 2006

DESTAQUE DE CAPA
Para onde caminha a humanidade?
A ocorrência cada vez mais freqüente de catástrofes naturais, a morte de grandes grupos populacionais provocada por epidemias fora de controle e o massacre de povos inteiros decorrente de conflitos raciais, religiosos, políticos ou de outra natureza traz à mente uma pergunta oportuna: será viável a vida na Terra nas próximas décadas? Esta edição traz três artigos que analisam dados atuais sobre essas questões e suscitam sérias dúvidas: até quando o homem deixará de respeitar o meio ambiente e a si mesmo? Até quando o planeta suportará? Até quando nossa espécie vingará?

Entrevista: Gisele Minhoto - Em guerra com o travesseiro
A Sociedade Brasileira do Sono revelou em pesquisa recente que de 10% a 15% da população brasileira sofrem de insônia crônica o índice sobe para até 45%, se considerada apenas a insônia ocasional. Na entrevista da CH de março, a psiquiatra e neurofisiologista Gisele Minhoto defende que a insônia seja tratada não como apenas um sintoma, mas sim como uma doença em si, primária.

Mundo de ciência
O destaque do mês vai para uma análise do polêmico estudo que garante ser possível a obtenção da fusão nuclear a partir das altas densidades e temperaturas atingidas por gases aprisionados no interior de bolhas criadas em líquidos. Também nesta edição, leia sobre a pesquisa que não relaciona gordura a doenças e o desenvolvimento de uma vacina contra a diarréia, entre outras novidades da ciência no mundo.

A propósito: A banda podre da ciência
Em foco devido à descoberta da fraude na produção de células-tronco pelo veterinário sul-coreano Woo-Suk Hwang, a desonestidade na comunidade científica não é novidade. Histórias como a do 'camundongo malhado' e a do homem de Piltdown, que convenceram cientistas de todo o mundo e depois foram desmascaradas, são contadas por Franklin Rumjanek na coluna A Propósito deste mês.

O leitor pergunta
- Como manter o gelo fora do congelador sem derreter por um longo período?
- Existe algum meio de afugentar ratos do forro de uma casa sem usar veneno?
- Por que a imunoglobina A que a mãe passa ao filho por meio de seu leite não é digerida pelo estômago do bebê?

Pandemias: risco para a humanidade?
A ‘peste negra’, na Idade Média, e a gripe espanhola, no século 20, dizimaram grandes populações humanas. Hoje, os avanços da medicina e os sistemas de vigilância tentam conter a expansão de possíveis pandemias, como a gripe aviária. O estudo do fenômeno de espalhamento de uma doença feito por computador permite planejar melhor as medidas de controle, como mostra este artigo de CH 224.

Os genocídios entram no século 21
Muito já se escreveu sobre as causas dos genocídios que acompanham a humanidade ao longo da história. Porém, há uma real dificuldade de se conhecê-los por dentro, de saber não o que está por trás deles, mas sim o que está neles. Pouco se sabe sobre como identidades e comunidades se fazem e desfazem nos genocídios: a partir de exemplos recentes, este artigo tenta entender esse complexo fenômeno.

A Amazônia e as mudanças globais
Estudos feitos nos últimos 10 anos revelaram que as interações naturais da floresta com a atmosfera são importantes para a regulação de chuvas e do ciclo hidrológico da América do Sul. Esses processos são alterados pelas queimadas e pela concentração de gases de efeito estufa. O papel da floresta no clima global, tema ainda investigado pela ciência, é o foco deste artigo. Arquivo de formato PDF. Pode ser aberto com o Adobe Acrobat Reader. Baixe gratuitamente de http://www.adobe.com/(893 Kb)

Em Dia
Confira as novidades da ciência brasileira:
- Criada nova pavimentação a partir de restos de construção
- Levantamento identifica espécies de plantas invasoras no Nordeste
- Implantação inadequada de cemitério pode contaminar lençol freático
- Bovinos dispersam capim invasor no Sul do país
- Pesquisa identifica perfil cerebral de crianças com autismo
- Técnica de detecção de massas ajuda a desvendar fraudes em perfumes

Ensaio - As anonáceas e os besouros
Atraídos pelo perfume e por uma temperatura mais aprazível dentro da flor, besouros realizam uma forma primitiva de polinização em anonáceas, uma das mais importantes famílias de plantas. Na câmara floral, esses insetos encontram abrigo contra predadores, alimento e seus parceiros sexuais. Saiba mais sobre essa cooperação no Ensaio da CH de março.

Resenha: Um arquiteto entre a escola e a cidade
Walter Gropius e a Bauhaus é o livro em destaque na CH deste mês. Resenhado por Gulherme Bueno, da Escola de Belas Artes da UFRJ, trata-se da primeira monografia exclusivamente dedicada ao arquiteto fundador do movimento Bauhaus. O trabalho faz um esforço para rever e contabilizar o eventual saldo e os caminhos disponíveis para o Movimento Moderno no Pós-guerra..

Opinião
Dois artigos compõem a seção Opinião deste mês. O primeiro deles alerta para o problema do lixo plástico, cada vez mais comum nos oceanos da Terra, que tem levado ao aprisionamento e à morte de animais marinhos por asfixia. O segundo texto destaca a importância do Estatuto da Igualdade Racial, prestes a ser votado na Câmara dos Deputados, e convida o leitor a conferir a íntegra do documento na internet.

Primeira Linha
A seção Primeira Linha traz três artigos em março. Um deles mostra como o estudo do comportamento térmico de lagos é essencial para a compreensão de sua estrutura e funcionamento; o segundo apresenta estudos recentes sobre a taturana, que contribuem para a prevenção de acidentes; o último apresenta um pequeno roedor brasileiro de hábitos similares ao dos pandas. Arquivo de formato PDF. Pode ser aberto com o Adobe Acrobat Reader. Baixe gratuitamente de http://www.adobe.com/(675 Kb)

Memória: Temos 46 cromossomos!
Há 50 anos, uma descoberta publicada na revista Hereditas surpreendeu até os próprios responsáveis pelo estudo. A conclusão: a espécie humana tem 46 cromossomos, e não 48, como se acreditava. A constatação de Joe Hin Tjio e Albert Levan foi apenas um dos destaques do ano de 1956 na genética. Confira esta e outras descobertas importantes daquele ano na seção Memória.

Qual o problema?
Em sua coluna de março, Marco Moriconi explica como, ao contrário do que pode parecer, é possível extrair algo interessante do simples jogo de 'par ou ímpar'. Com isso, o colunista mostra uma das belezas da matemática: poder fazer algo não trivial a partir de algo que parece simples.

 

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