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DA REVISTA CH
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
 REVISTA CH 223 - JANEIRO / FEVEREIRO DE 2006

DESTAQUE DE CAPA
Novos alvos na luta contra o câncer
Os cânceres, até recentemente definidos em função da célula tumoral propriamente dita, hoje são encarados como doenças mais complexas, que envolvem diferentes tipos de células presentes no mesmo microambiente. Essa nova perspectiva permitiu o surgimento de outros alvos para as terapias contra esses males. À medida que as interações entre essas diferentes células são mais bem entendidas, é possível desenvolver novas formas de tratamento, que são apresentadas no artigo de capa de CH 223. Arquivo de formato PDF. Pode ser aberto com o Adobe Acrobat Reader. Baixe gratuitamente de http://www.adobe.com/(210 Kb)

O leitor pergunta

- Quantos genes tem o ser humano e por que esse número é menor que o de proteínas?
- Por que a espuma é branca, independentemente da cor do sabão ou sabonete?
- O que é um sítio paleobiológico e qual a sua importância para a ciência?
- Todas as espécies de bambus produzem brotos comestíveis?

Entrevista: Fred Kavli - O mecenas das ciências básicas
Nascido na Noruega, o físico Fred Kavli mudou-se para os Estados Unidos aos 27 anos e ali fez fortuna. Mas ele é mais do que um imigrante bem-sucedido: decidiu gastar parte significativa de seu capital para financiar três áreas da pesquisa básica: astrofísica, nanociências e neurociências. Em entrevista à CH, ele falou sobre sua trajetória e o prêmio concorrente do Nobel que pretende criar.

Mundo de ciência
Uma equipe do Instituto Salk, da qual um cientista brasileiro faz parte, implantou com sucesso células-tronco humanas transformadas em neurônios no cérebro de camundongos. A análise desse importante resultado é o destaque da seção Mundo de Ciência, que traz também as novidades da pesquisa internacional. Leia nesta edição sobre a descoberta de um novo mamífero na Oceania e sobre a identificação de parte do genoma do mamute, entre outras novidades.

A propósito: Ler ou não ler?

Você já leu A origem das espécies, a contribuição seminal de Charles Darwin? Mesmo entre os estudantes e professores de biologia, são poucos aqueles que encararam a empreitada. No entanto, o texto foi escrito em estilo quase coloquial e não perdeu nada em importância e vigor. O colunista Franklin Rumjanek explica nesta edição por que devemos ler esse clássico da biologia.

A pesca no rio Tietê

Durante o século 20, ações humanas mudaram drasticamente as características do rio Tietê, o que se refletiu na pesca ali praticada. Entre essas ações destacam-se o despejo de esgotos e efluentes industriais, a destruição das matas ciliares, a construção de barragens para produção de energia e a introdução de espécies estranhas à bacia. Hoje, é preciso adotar medidas para reverter a degradação do rio e recuperar a diversidade da ictiofauna, como mostra um artigo desta edição.

A estranha estrutura das mortes violentas
Prever a ocorrência de homicídios pode parecer impossível, mas não é. Se os registros desse tipo de crime em um dado local forem confiáveis, pode-se descobrir muito sobre o que acontecerá no futuro, como as áreas em que ocorrerão mais ou menos homicídios, certas características das principais vítimas e outros aspectos. Um artigo da CH 223 mostra como as estatísticas de homicídios de algumas áreas do Brasil confirmam essa idéia.

Complexidade e mecânica estatística não extensiva
O sucesso triunfal da mecânica estatística de Ludwig Boltzmann e Josiah Gibbs na descrição de sistemas ditos simples reinou ao longo do século 20. Essa supremacia, porém, se viu ameaçada nas últimas décadas, quando, da sutil fronteira entre a monotonia da ordem e a rebeldia do caos, brotaram os chamados sistemas complexos. Um artigo desta edição apresenta um caminho proposto em 1988 por um físico brasileiro para descrevê-los.

Em Dia

A seção traz novidades da ciência brasileira. Destaques do mês:
- Pesquisador defende fim do conceito de raça na medicina
- Brasileiro é o primeiro ganhador de novo prêmio de matemática
- Inaugurado observatório que caça partículas cósmicas misteriosas
- Membrana porosa permite regeneração da pele
- Descobertas reescrevem o passado catarinense

Opinião- Conflito na última fronteira florestal do Pará
Na última década, os coletores de castanha de um dos últimos refúgios de floresta não explorada do  Pará ganharam poderosos vizinhos: grileiros que trabalham para madeireiros e agropecuaristas de outras regiões do país. O artigo de Opinião mostra como a criação de uma reserva extrativista garantiu à população local o direito de uso de uma área de 736 mil hectares, assegurando a manutenção de uma economia baseada na exploração equilibrada e solidária dos recursos naturais, uma alternativa essencial para o desenvolvimento da Amazônia.

Ensaio - Socorro à camada superficial do solo
Conservar intacta a camada superficial de solos, evitando revolvê-la ou removê-la: no âmbito da geologia de engenharia e da agronomia, talvez não haja recomendação técnica mais simples e importante do que essa para orientar as atividades humanas no meio rural, agrícola ou pecuário, e no meio urbano. O Ensaio de CH 223 explica a importância dessa técnica, que poderia levar o Brasil a economizar parte dos bilhões de dólares perdidos todo ano em razão de processos erosivos.

Primeira Linha

A seção Primeira Linha traz dois artigos nesta edição. O primeiro deles apresenta as principais espécies de marsupiais que vivem na mata atlântica, que vêm sendo melhor conhecidos graças a estudos recentes. O segundo mostra como bactérias podem ser usadas para recuperar áreas poluídas por petróleo.Arquivo de formato PDF. Pode ser aberto com o Adobe Acrobat Reader. Baixe gratuitamente de http://www.adobe.com/(247 Kb)

Resenha: A questão agrária sob novos olhares

Uma nova abordagem da questão da terra no Brasil, coordenado por Helena Lewin, é a obra resenhada em CH 223. O livro traz contribuições importantes para os estudos sobre reforma agrária, movimentos sociais no campo e assentamentos rurais no Brasil, com linguagem simples e sem perder o rigor teórico-metodológico. 

Memória: Marco da ciência nacional
Após a Segunda Guerra Mundial, o governo dos Estados Unidos prometeu doar um reator para o país que primeiro fosse capaz de instalá-lo. Graças ao talento de físicos brasileiros como Marcello Damy de Souza Santos, encarregado de presidir a comissão formada com o objetivo de fundar o Instituto de Energia Atômica e escolher o tipo de reator a ser construído, o país venceu a competição. A seção Memória lembra os 50 anos desse feito.

Qual o problema?
Nesta edição, a seção conta a história de um monge que partiu para meditar no topo de uma montanha, em busca de iluminação e paz de espírito. O episódio serve de base para o colunista Marco Moriconi apresentar o conceito dos chamados teoremas de ponto fixo. Confira ainda um novo desafio e a solução do problema da edição anterior.

 

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