Pesquisas para a medicina do futuro
Neurofisiologista aponta avanços e obstáculos de estudos com células-tronco adultas e embrionárias
O neurofisiologista Luiz Eugenio de Mello é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
As células-tronco embrionárias (CTEs) costumam ser apresentadas como uma possível fonte de cura para as mais variadas doenças. Mas o que esperar concretamente dessa promessa? Qual o real potencial terapêutico dessas células? Estas são algumas das questões discutidas no
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desta semana, que conversa com o neurofisiologista Luiz Eugenio de Mello, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Em entrevista a Mariana Ferraz, Mello explicou a quantas andam os estudos sobre as CTEs. Segundo ele, a ciência nunca entendeu tão bem como essas células se diferenciam e se dividem, mas ainda há bastante caminho pela frente até que isso possa se traduzir em terapias efetivas contra doenças. Entre os obstáculos que falta superar, ele aponta o risco de a implantação dessas células levar à formação de tumores, devido a sua reprodução descontrolada.
Mello discutiu ainda pesquisas recentes que têm permitido a reprogramação de células adultas para que passem a se comportar como CTEs, tornando-se capazes de se diferenciar em todos os tipos celulares. A geração das chamadas células induzidas teria a vantagem de dispensar o descarte de embriões, eliminando o grande dilema ético apontado pelos opositores do uso terapêutico das CTEs.
As pesquisas com células-tronco adultas, que já são usadas terapeuticamente há vários anos, também foram abordadas por Mello na entrevista. O pesquisador discutiu os resultados promissores obtidos por esses estudos no Brasil e no mundo, especialmente no campo da cardiologia.
Para ouvir a entrevista com Luiz Eugenio de Mello, basta seguir as instruções do quadro abaixo.
A Redação
Ciência Hoje On-line
20/08/2008
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